Natal Mortal • Livro #07


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Olá pessoa, esse livro foi difícil de resenhar, apesar de ser uma leitura muito prazerosa. Muito disso porque a história tem a base na música "Os Doze Natais". Para quem é fã da Nora escrevendo como JD talvez não saiba. Mas na saga dos Macgregors essa mesma canção foi usada de uma forma tão doce e romântica que foi impossível não se chocar com as nuances que ela ganhou nesse livro. E tornou um desafio para mim resenhar, falando dos acontecimentos em Natal Mortal. Mas vamos lá.

Um data ligada a presentes, boa vontade e festas, mas essa nunca foi uma verdade na vida de Eves Dallas porém agora ela tem tudo que nunca teve em sua vida. Amigos, além de sua inestimável Mavae e um marido. Mas o mundo de Dallas continua o mesmo no ambiente policial e em meio às festividades de Natal, um criminoso está à solta, fantasiado de Papai Noel.

"— É uma velha canção de Natal, tenente. O nome é "Os Doze Dias do Natal". O autor envia ao seu verdadeiro amor um presente para cada dia, começando com uma perdiz numa pereira."

Cabe à tenente Eve Dallas procurar as respostas e desvendar o mistério e em meio a tudo isso se preparar para lidar com uma data que sempre foi de dor e sofrimento pessoal. Para isso, deverá evitar o envolvimento emocional, ignorar as fraquezas e superar os próprios traumas.

"Não havia consolo par os que eram deixados para trás. Nenhuma mágica nem cura."

Um dos pontos altos dessa história, para mim é crescimento da personagem da Peabody deu um charme a mais a série porque os diálogos entre ela e a Eve são ótimos. Além de as contradições dela serem o que Dallas precisa em uma amiga para entender que fora do ambiente policial, onde não podem haver áreas cinzas as pessoas não são apenas isso ou aquilo, são complexas e por isso únicas e maravilhosas. Sem dúvida é uma delícia acompanhar a mudança no relacionamento dela com Peabody, com Nadine e com todos ao seu redor. Eve finalmente está aprendendo o que é ter uma família.

A Eve, personagem principal, ainda me irrita bastante, acho ela bem chata, mas é muito gostoso ler mais, porque é compreensível o comportamento dela mesmo quando não é aceitável, ela ainda se vê muito no lugar da vítima não de forma empática mas visceral, sendo as dores dos próprios traumas refletivos, em grande parte é isso que a torna humana para o leitor, porque muitas vezes somos cativos por Roarke por ele juntar as partes que chegam em casa em forma de Eves.

"— Vá dançar com o seu marido e exagere discretamente no champanhe. O mundo lá fora vai continuar no mesmo lugar amanhã."

J.D., dosa bem as emoções durante a história e não deixa que o contraste entre o clima de natal e o que acontece quando o criminoso está cometendo seus crimes sejam dissonantes, ao contrário. Mostra bem o clico da vida que acontece quando estamos vivendo. A única coisa que eu achei ruim, é que a cena em que o assassino é pego, acontece muito rápido. Talvez por eu ter descoberto quem era no momento da descrição psicológica, não sei. Mas algumas histórias da série tem constantemente me passado essa sensação.

"— Jane Eyre. — Suspirou, colocando o livro de lado. — Não o leio desde que era menina. É tão arrebatadoramente romântico..." 

As referência a Charlotte Brontë nesse livro são maravilhosas e me fizeram amar cada uma delas. Adorei ler e fazer parte do primeiro natal de Eve e Roarke juntos. Principalmente por Peabody mostrando que tem sangue nas veias, quando foi preciso mostrar a Dallas que existem limites até para a amizade.  Como é de se esperar, temos mais uma história da série mortal que nos faz querer mais e mais dela. Slainte,


Nota: 



Sobre o Livro ~ Informações Técnicas

Natal Mortal
Série Mortal # 07
Título Original: Holiday in Death
Ano: 2007
Páginas: 392
Tradução: Renato Mota
Editora: Bertrand Brasil

Sinopse
Neste sétimo romance futurista da Série Mortal, de J.D. Robb (Nora Roberts), a policial Eve Dallas, fiel devota da lei e da justiça, depara-se com mais um misterioso caso para solucionar.
Natal Mortal nos oferece uma instigante e curiosa história de homicídio ambientada em uma Nova York do ano de 2058. Em meio às festividades de Natal, um criminoso está à solta, fantasiado de Papai Noel. Será que o presente recebido pela primeira vítima do bom velhinho e a referência à canção "Os Doze Natais" significam que foi apenas o primeiro de muitos assassinatos? Ou teria sido um crime passional?
Cabe à tenente Eve Dallas procurar as respostas e desvendar o mistério. Para isso, deverá evitar o envolvimento emocional, ignorar as fraquezas e superar os próprios traumas.

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