Especial ~ Autores criados pela Nora Roberts

Sobre personagens autores


A medida que vamos conhecendo os livros da Nora, não tem como não deixar de notar que algumas profissões se repetem, mas cada personagem é único. Outra coisa que notei é que os personagens da Nora que escrevem livros, ou contam histórias vão ao longo do tempo dando “dicas” valiosas sobre a arte de escrever um livro e o quanto é custoso tirar uma história de dentro do coração e coloca-la no papel.

Vou apresentar a você, leitor(a) desse post, alguns desses personagens, e espero que você também aproveite pra conhecer através deles um pouco de como é ter por profissão escrever histórias, publicar livros e viver de sonhos.

Atenção, não chegam as serem spoilers, mas contém um pouco mais dos personagens que na sinopse. Nada que vai estragar as leituras dos livros citados, isso posso garantir. Eu realmente não faria algo assim com nenhum leitor.

Laços de Gelo (Clique para ler a resenha)


Grayson Thane é um escritor americano que reservou um quarto na pousada de Brianna para escrever seu novo livro de mistério, que tinha decidido que iria se passar na Irlanda. Gray está sempre viajando, em cada lugar por onde passa escreve um livro.

“Deve ser maravilhoso ser capaz de escrever histórias.— Tem seus momentos.— Gosto das suas. — Falou simplesmente, enquanto pegava uma tigela azul-escura no armário.Grayson levantou a sobrancelha. As pessoas geralmente começavam a fazer dúzias de perguntas a essa altura. Como você escreve, onde encontra suas ideias — a pergunta mais detestável —, como publica? E perguntas eram seguidas pela terrível informação de que a pessoa tinha uma história para contar. Mas ela só disse aquilo. Gray pegou-se sorrindo outra vez. — Obrigado. Às vezes, eu também. ”

Durante a leitura dessa história, Grayson faz diversas pesquisas sobre o local, lendas, costumes e palavras.  Outra coisa que o nosso “escritor” revela sobre o método dele escrever é visitar alguns locais e encenar a cena, tentar vivenciar a história e isso rende bons sustos a Brianna e boas risadas para quem está lendo a história de laços de gelo.


Diamantes do Sol (Clique para ler a resenha)


Jude Frances, uma professora de psicologia em crise... após 2 anos depois de separar-se do marido entra em depressão, e começa a reavaliar sua vida, sua profissão e não gosta nada do que “está vendo”. Resolve aceitar o conselho de sua avó e viajar, não para fugir mas para se reencontrar.

“Não conseguia reconhecer por si mesma que o seu desejo mais oculto, mais secreto, era escrever. Escrever histórias, livros, abrir a câmara cuidadosamente trancada no seu coração e libertar as palavras e imagens.”

De certo modo durante a leitura, Nora nos mostra um pouco de como alguém se torna e descobre-se uma escritora, ou uma contadora de histórias. Não seria próprio de Jude, não ter um propósito bem planejado e traçado em sua estadia na Irlanda. Então o que começa como um projeto de estudo acadêmico se transforma num rico estudo do folclore Irlandês. Com o coração mais tranquilo por não estar ociosa, ela se permite conhecer a região e a escrever sobre suas descobertas, sobre suas lendas, e meio que sem notar pelo prazer que estava encontrando ela escreve seu livro. Jude vai se descobrindo e descobrindo também a riqueza cultural que é contar e escrever histórias, manter viva narrativas que são passadas entre gerações e impedir que se percam, sejam esquecidas.


Um vizinho perfeito (Clique para ler a resenha)


Preston McQuinn é uma pessoa antissocial, que toca saxofone e se mantem afastado de seus vizinhos temporários.

“Sem a necessidade ou o desejo de ganhar dinheiro para incentivá-lo, ele havia se tornado arrogante e indiferente ao público. Por outro lado, dizia ela, isso também era o que o tornava um gênio da criação teatral. Preston não se importava com nada, e isso era o que fazia seu trabalho ser tão especial. ”

Quando pensamos em escritores geralmente, nos vem à mente aquele que escreve livros, mas temos os dramaturgos que são escritores, porém de textos para o teatro ou adaptações cinematográficas. Além desse tipo de escritor, vemos em McQuinn um autor que tem um péssimo gênio e prefere não ter contato nenhum com o público, com as pessoas, sua dedicação para com a escrita é algo admirável, mas Nora mostra nessa história, que é preciso viver além de dar vida a outras pessoas em suas histórias.


O Testamento (Clique para ler a resenha)


Tess Mercy dona de uma sensualidade provocante, seu estilo moderno de uma cosmopolita, tem como profissão escrever roteiros hollywoodianos.

“ Esse amor, essa devoção e esse entendimento eram raros. Para Adam e Lilly eram tão sólidos como as montanhas. Por mais que escrevesse sobre as pessoas, as observasse exatamente para isso, nunca conseguia captar esse poder simples e tranquilo do amor.Podia escrever a respeito, fazer seus personagens se apaixonarem e desapaixonarem, nas ela não o entendia. Imaginou que talvez fosse como essa terra estava vivendo e já vivia há tantos meses. Aprendera a valoriza-la e a gostar dela. Mas compreende-la? Nem um pouco. ”

Tess, traz um humor ácido e apaixonante para história de O Testamento, ela também mostra um pouco como é a vida dos roteiristas de filmes que já deram certo em Hollywood. Durante a trama observamos como ela transforma as pessoas em “personagens” e faz analises precisas da personalidade e comportamento de cada pessoa, com uma imaginação fértil e sempre disposta a um flerte inofensivo, ela vai construindo as aventuras em Montana em seu diário e dá a trama todo um olhar que transforma a história que Nora escreve em uma trama ainda mais emocionante.


A Pousada do fim do rio (Clique para ler a resenha)


Noah Brady A verdade é que assassinatos sempre lhe despertaram interesse, principalmente em descobrir o que os motivara, ele se tornou jornalista.

“O livro que pretendia escrever não trataria simplesmente do assassinato, de sangue e morte, mas sim da pessoa, do fator humano, das motivações, os enganos, os passos; em soma, do coração, pensou.Uma história dessas que começavam e terminavam com o coração. Por isso tinha que fazer o entender. ”

Pode ser fato pouco conhecido, mas em geral as biografias autorizadas ou não são escritas por jornalistas. Que além de terem o dom e o conhecimento para criação de ótimos textos, também tem um “treino” acadêmico para investigar, organizar e catalogar fatos seja de uma vida ou de um fato. Nessa história Brady, é o filho do policial que investigou o assassinato de Julie MacBride e nunca esqueceu como este caso afetou o seu pai e nem como a imagem de Olivia na televisão. Por isso ao ter a oportunidade de escrever o que ocorreu naquela noite tão trágica, ele não pensa duas vezes. Claro que nada seria tão simples assim e Nora escreve uma trama fantástica em torno dessa história.


É muito limitado se dizer que não se aprende enquanto se lê, seja um romance ou qualquer outro livro. Livros nos ensinam desde que estejamos dispostos a ler e aprender.

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