Cinema NoraRoberts - O testamento

Título no Brasil: O testamento (2007)
Título Original: Montana Sky
Direção: Mike Robin
Gênero: Romance / Suspense / Drama
Duração: 95 minutos
Idade Indicativa: 12 anos

Sinopse

O fazendeiro Jack Mercy morre e deixa seu enorme rancho em Montana para Lily, Willa e Bess, filhas de diferentes mães que nunca se conheceram. Sem qualquer cerimônia, o multimilionário pregou uma última peça em todas e determinou em testamento que para receberem a herança precisam morar juntas durante um ano. De diferente lugares, com diferentes valores, imaginar que essa convivência acontecerá de forma tranquila é muito otimismo. Além disso, existem outras pessoas interessadas em sabotar os planos de Lily, Willa e Bess.


"- Você pensou que podia nos jogar uma contra a outra. Percebo isso agora. Parece que não vamos lhe dar esse gosto. Vamos ficar com a fazenda, seu filho da mãe egoísta. E acho que também vamos ficar todas juntas. Vamos fazer dar certo." 

Atenção, pode conter leves (bem leves) spoilers do filme.
Print Screen  da tela do filme
Eu não conseguiria explicar porque não gostei do filme, sem citar os pontos que cito. Iria parecer implicância e não foi o caso.


Logo de cara aviso que pra mim é dos filmes o mais difícil, pelo simples fato de após 142 livros lidos, este ainda é o meu livro favorito da Nora Roberts. O filme é baseado no livro homônimo da Nora Roberts, publicado no Brasil pela Editora Bertrand. Para quem leu a expectativa é diferente de alguém que não conhece a história. Então novamente, falarei sobre o filme pra quem leu o livro, e dessa vez não vou me preocupar em estragar a experiência pra quem não leu, desculpe. Depois dessa resenha, você vai assistir por sua conta e risco.

A primeira coisa que não tem como não observar é a cena do velório que já avisa que é melhor baixar as espectativas. Os cenários e a trilha sonora não convencem e pra piorar as mudanças na história do livro para o filme já dão as caras. A cena e as falas estão todas erradas, e aquele sentimento de que: será que vou me decepcionar, fica de namoro com a pulga atrás da orelha (rs). Vale ressaltar que nem tudo está errado ou mal feito, mas explica bem pra quem não conhece.


Print Screen  da tela do filme
Eu não vou arriscar falar em fotografias nesse filme, porque em minha humilde opinião o cenário de Montana em especial os céus (Céus de Montana, na tradução literal do título original), não foi bem aproveitada. Ficou mais no solo poeirento das botas de cowboy. O figurino é bem clichê pro "fazendeiro moderno" e algumas chegam a ser caricatas, mas penso que serve pra situar quem assiste o filme ao clima da fazenda. Não existe grande produção de roupas, mas de certo modo condiz aos personagens da história.  A iluminação do filme é feita pra passagem das quatro estações, que marcam o período de 01 ano, nisso o filme acertou bem. Aqui cabe bem lembrar que esse não é um romance comum, são três casais, mas as histórias são bem dividas entre casais e nas cenas com interação entre eles ficou até bacana.

A edição do filme poderia ser melhor, eu não sei mas eu achei muito artificial, sem aquela história num ritmo mais próximo dos acontecimentos. O cenário que é bem limitado, ficou ainda menos aproveitado porque não houve quase nenhuma interação entre as fazendas e os vizinhos deixando tudo restrito a Fazenda Mercy. O que pra mim, empobreceu a trama.


Sobre os atores, eles são no geral figuras carimbadas em filmes e sereados americanos, como: Ashley Williams que interpreta Willa Mercy que atuou em The Jim Gaffigan Show a atriz Charlotte Ross que interpreta Tess Mercy que participou do Nova York contra o crime, Glee e Arrow, e Laura Mennell que interpreta Lili Mercy que tem Van Helsing no currículo. E aqui fica o destaque pra maior decepção do filme. Eu não questiono a escalação das atrizes, porém olhando a aparência de cada uma elas estão nos papeis "errados". Explico Willa é filha de Jack com uma índia, então ela ser loura não faz sentido, tanto que Nora não a descreve assim. A fisionomia dela confere com a da atriz que fez Lili. E sinceramente a atriz que fez Tess é simplesmente péssima para o papel e para personagem.

Sobre a história propriamente, que merda fizeram para com o filme! Olha só, primeira coisa foi eles cortaram os assassinatos e consequentemente o assassino(a) do livro. Deixando o ex-marido fuzileiro como vilão da história. Segundo inventaram cenas que nunca existiram no livro para uma contenda com Will x Tess que ficou ridícula pra quem leu. Para "encurtar" ainda mais a história, transformaram Nate o "advogado-cowboy" em xerife. Daí você já pode concluir que o personagem, responsável por tiradas maravilhosas e cenas super quentes no livro, morreu de tão apagado que ficou (além de meio retardado, sei lá - aquela impressão de uma pessoa "lerda"). Ai você me pergunta, mas nada salva?? Bom, tem uma presença ilustre como figurante nesse filme. Nora Roberts aparece e vou deixar por sua conta "encontrar - onde está a Nora".


Nora e seu esposo Bruce, fazendo figuração no filme

Pra fazer o filme da maneira como fizeram, poderiam ter usado a história de Fruto do Pecado (clique e veja a resenha) que pra quem se lembrar da história ou da resenha, percebe logo que a história casaria mais com a proposta do filme. Um único par romântico, cenário polarizado entra a fronteira das duas fazendas e um inimigo em comum.

Ainda não gosto do filme na versão dublada, mas fica a opção pra quem prefere assistir no YouTube. Porque a dificuldade para adquirir os dvds é grande. Em minha opinião, humilde e sincera, não perca 95 minutos da sua vida vendo esse filme, passe esse tempo lendo o livro e mergulhe na melhor e mais completa história da Nora Roberts em um livro único.
Slainte!



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*Fonte de informação e pesquisa: https://filmow.com/
*Assisti no link: 

Um comentário:

  1. hahahaha menina que foi isso! Acabaram com o livro!
    Filme, por filme deve valer a pena, mas para quem é fã da obra com certeza decepciona :/

    osenhordoslivrosblog.wordpress.com

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